Apresentação · Anuncie · Equipe · Fale Conosco  

 
  Home
  Arroz via e-mail
  Carta ao Leitor
  InterArroz
  Arroz em Foco
  Análise de Mercado
  Notícias
  Notícias Agência Safras
  Especial
  Painel de Mercado
  Estatísticas
  Classificados
  Artigos
  Livros e Publicações
  Teses e Dissertações
  Legislação
  Banco de Imagens
  Eventos
  Links

 
Pesquisa no site
digite + enter

  Intranet
 
Gerenciador
Webmail

  Desenvolvido por
 

 

 

 

Análise de Mercado

Elaborada semanalmente por Cleiton Santos - Planeta Arroz

18/04/2008
Arroz sobe 29% em abril e bate nos R$ 30,00

A retração da oferta de arroz no mercado internacional, associada à boa produção gaúcha e do Mercosul, estão refletindo fortemente nos preços do produto em casca pago ao produtor no Rio Grande do Sul e, por conseqüência, no Brasil. O Indicador Cepea/Esalq e BM&F, fechou nesta quinta-feira (17/4) cotando a saca de 50 quilos do produto em casca, padrão 58x10, posto na indústria, a R$ 30,06 e mantendo a tendência de alta, um cenário bastante atípico para a época de safra.

Mercado Internacional

Na semana a saca de arroz superou R$ 2,75 de valorização em quase todas as praças gaúchas. Esta alta de preços é reflexo de um cenário composto por diversos fatores associados, mas principalmente, pela redução da oferta de arroz no mercado internacional e medidas adotadas na Ásia para reter a produção de países como a Tailândia, o Vietnam e as Filipinas, que estão entre os principais exportadores do mundo.

Como estes, e outros países importantes, não terão grande disponibilidade de produto para exportar, o mercado mundial está focado no único mercado que tem bastante produto disponível, que é o Mercosul e, no Brasil, o Rio Grande do Sul. Considerando uma safra de 7,1 a 7,2 milhões de toneladas de arroz, os estoques privados (350 mil toneladas) e o produto da Conab estocado no estado (1,3 milhão de toneladas), há no Rio Grande do Sul algo em torno de 8,7 milhões de toneladas.

Segundo dados divulgados pelo Irga, com novo aumento durante esta semana, a tonelada do arroz americano subiu 10% e o preço chegou a 840 dólares FOB (10% de grãos quebrados). A Tailândia também registrou recuperação e, em uma semana, a tonelada passou de 854 dólares para 950 (referente a 5% de grãos quebrados). Os valores são referentes ao produto beneficiado e estabelecem novos recordes de preços no mercado internacional.

O assessor de mercado do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Camilo Oliveira, explicou que o mercado futuro dos Estados Unidos indica que haverá alta até julho, com uma pequena queda no segundo semestre. Nesta quinta-feira (17), a saca de 45 quilos (medida dos EUA) era negociada a 23,30 dólares para maio. Em reais, o valor chega a R$ 42,64.

De acordo com agências internacionais, as Filipinas está empenhada em importar arroz para controlar os preços internos. Especula-se que a compra chegaria a 500 mil toneladas, o que fez o preço internacional disparar novamente. O que também estaria contribuindo para a alta da cotação são as inundações nos Estados Unidos que estão atrasando o plantio da safra de arroz. A China, o Egito, o Vietnã e a Índia diminuíram as suas vendas este ano, e a Indonésia diz que deverá fazer o mesmo. A necessidade de satisfazer as necessidades locais é o principal motivo desta restrição.

Exportações

Assim, as exportações do Brasil aumentaram 46% neste primeiro trimestre de 2008, com relação ao ano passado, chegando a 117 mil toneladas. O país exportou 55 mil toneladas em março, 51 mil pelo Rio Grande do Sul. A expectativa é de exportar 600 mil toneladas este ano. Em março, o Brasil equilibrou a balança comercial do arroz, importando também 55 mil toneladas. No primeiro trimestre, o Brasil importou 226 mil toneladas.

Mercado Nacional

O atraso na colheita gaúcha, que recém beira os 80% da área plantada, bem como o retardamento da safra do Mercosul, além de uma quebra significativa na produção catarinense por fatores climáticos, também potencializam a alta de preços. Outro fator coadjuvante é o ingresso da gigante Bunge Alimentos na área de arroz, lançando a marca Primor. A empresa é uma das que lidera posições de compra no mercado, aceitando bem os preços pedidos pelos produtores, ditando tendências. Para sua estratégia de ingresso no mercado, não pode faltar o produto que está lançando e com a retração na venda, por parte dos produtores, é uma das várias empresas ávidas por produto. A Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, estima que o Rio Grande do Sul deve produzir 7,1 milhões de toneladas de arroz. São 11% a mais do que no ano passado.

Indústria

O estoque da indústria é muito baixo, segundo fontes do setor, o que é evidenciado pelo esforço de compra junto às corretoras e diretamente com os produtores. Todavia, enquanto toda a indústria aguardava para esta semana o anúncio de que a Conab colocaria parte de seu estoque público à disposição, a Companhia anunciou que inicia um levantamento de estoques privados. Um importante analista assegura que a Conab vai esperar mais alguns dias até que passe este momento de euforia para tomar uma decisão sobre liberação parcial de estoques, visando um equilíbrio nos preços ao consumidor.

Mercado Gaúcho

Diante deste cenário, houve altas sucessivas nos preços praticados no mercado gaúcho esta semana, fechando na manhã desta sexta-feira a saca de arroz de 50 quilos (58%) com cotação média de R$ 29,00 em Cachoeira do Sul, São Sepé, Dom Pedrito, Rosário do Sul e Alegrete. Posto na indústria em Pelotas e Camaquã, o produto é cotado, em média, a R$ 31,50, e a R$ 31,00 em Uruguaiana e até R$ 33,00 em Itaqui e São Borja, dependendo da variedade e do prazo. No Litoral Norte, o Irga 422CL é indicado a R$ 33,00 enquanto as variedades nobres chegam a R$ 36,00.

Mercado nos Estados

A alta dos preços no Rio Grande do Sul rapidamente replicou resultados nos demais estados. Em Santa Catarina a saca de 50 quilos com 58% de grãos inteiros é comercializada a R$ 25,00 em média no Sul e R$ 26,00 em Rio do Sul e Joinville, com tendência de alta.

No Mato Grosso, superada a questão dos embargos, a saca de 60 quilos do arroz longo fino está cotada a R$ 30,00/R$ 31,00, em média, em Sinop e Sorriso. Cerca de 90% da safra está concluída com algumas variedades se destacando em produtividade. A procura da indústria é grande, também em razão da safra menor. Todavia, novamente os arrozeiros do Mato Grosso tendem a ter preços bem superiores aos custos de produção, como ocorreu em 2007.

Beneficiado


O fardo de 30 quilos do arroz gaúcho tipo 1, posto em São Paulo, fica entre R$ 32,00 e R$ 52,00, com média de R$ 40,00 à vista. O produto está mais demandado do que o normal, depois de uma esfriada no mercado no início do mês. Aparentemente, algumas redes de varejo estão tratando de comprar antes que suba mais, já que os produtores gaúchos estão eufóricos e alguns já falam em vendas a R$ 40,00 para a saca em casca no mês de maio.

Mercado

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 29,00 para o arroz em casca no Rio Grande do Sul esta semana, R$ 65,00 para a saca de 60 quilos do produto beneficiado (FOB) – que chega a São Paulo entre R$ 74,00 e R$ 82,00. A corretora indica ainda preços de R$ 42,00 para o canjicão, R$ 32,00 para a saca de quirera e R$ 350,00 para a tonelada de farelo. Todos bastante procurados para exportação. A alta no mercado deve prosseguir.


Fonte: Planeta Arroz

Leia mais...

 

 

 

 
© 2004 Natural Comunicação S/S Ltda. Todos os direitos reservados.