Análise de Mercado
Elaborada semanalmente por Cleiton
Santos - Planeta
Arroz
14/12/2007
Arroz segue recuperando preços
O vento parece ter voltado a soprar a favor do
produtor gaúcho nestes últimos dias de 2007 e a média
de preços pagos pelo arroz com 58% de inteiros, em sacas
de 50 quilos, alcançou R$ 22,81 em média segundo o
indicador Cepea/Esalq e BM&F, o que equivale a 12,79 dólares,
valor altamente atraente para os exportadores do Mercosul internalizarem
seus estoques no Brasil. Ao mesmo tempo, prejudica as vendas externas
nacionais.
No mês, a recuperação já
acumula 3,5% no Rio Grande do Sul. Planeta Arroz identificou, nos
últimos dias, negociações de produto por R$
23,00 em Uruguaiana e Manoel Viana, colocados na indústria,
o que dá aproximadamente R$ 22,00 a R$ 22,30 ao produtor.
Em Uruguaiana, cerca de 30 mil sacas foram comercializadas neste
patamar de preços para a variedade IRGA 422CL, com 60% de
inteiros.
A manutenção das estimativas dos
estoques de passagem, previsão de entressafra maior (por
atraso na colheita), falta de produto em várias unidades
da federação, colaboram com a recuperação
gradual de preços, que os analistas estimam não deva
superar os R$ 24,00. A semana também teve mais indústrias
comprando produto, principalmente porque muitas darão feriadão
ou férias coletivas na próxima semana em razão
de Natal e Ano Novo. Alguns analistas arriscam a dizer que o arroz
poderá valorizar até R$ 0,50/saca, na próxima
semana, em razão da procura e da entrada de algumas das grandes
indústrias gaúchas comprando no mercado. O valor é
praticamente o mesmo valorado na semana que se encerra.
Há uma possibilidade da Conab liberar estoques
públicos em janeiro, mas com a garantia de que isso não
acontecerá por 30 dias, o mercado se acalmou. O setor busca
transferir os estoques concentrados no Rio Grande do Sul para programas
sociais.
As fontes da revista Planeta Arroz, indicam que
a semana comercial chegou ao fim com a saca de 50 quilos (58x10)
cotada a R$ 22,75 em Pelotas e Camaquã, Itaquí e Uruguaiana,
com frete incluso. Em Uruguaiana, Alegrete e São Borja, preços
médios de R$ 21,70 a R$ 22,00 ao produtor (livre). Rosário
do Sul, São Gabriel, Dom Pedrito, Cachoeira do Sul, Santa
Maria, Tapes, Guaíba, Rio Pardo e Agudo, preços entre
R$ 21,50 e R$ 21,75 antes da porteira. No Litoral Norte, com produto
diferenciado e o mais alto índice do Rio Grande do Sul de
arroz armazenado em silos de produtores, preços para o arroz
com 63% de grãos inteiros e das variedades nobres ficaram
entre R$ 25,00 e R$ 27,00.
ESTADOS
Para o Mato Grosso, com a previsão de safra
indicando produção praticamente nos níveis
do último ano, a situação do mercado estabilizou-se
e manteve a previsão de preços altos para o próximo
ano. Os baixos estoques atuais asseguraram preços na faixa
de R$ 30,00 esta semana em Sinop e Sorriso e até R$ 35,00
em Cuiabá/Várzea Grande. Arroz gaúcho, com
qualidade superior, chega a Várzea Grande na faixa de R$
36,00 a R$ 38,00 a saca.
Em Santa Catarina, os preços tiveram leve
reação na região Sul. A média ficou
entre R$ 21,50 e R$ 22,00. Em Jaraguá do Sul o preço
ao produtor, segundo o Instituto Cepa, ligado à Epagri, fica
na faixa de R$ 21,00 a R$ 21,50.
INDÚSTRIA
A indústria gaúcha foi às
compras esta semana, mesmo que timidamente. Na Fronteira Oeste e
Zona Sul é corrente a informação de que na
próxima semana algumas grandes indústrias que estão
fora do mercado entrarão comprando, o que está forçando
uma tendência de alta prevista pelos analistas e agentes de
mercado na faixa de R$ 0,50 para cada saca.
A indústria do Centro-Oeste e do Sudeste,
Minas Gerais inclusive, também fez maior ofensiva ao arroz
gaúcho esta semana, principalmente ao produto de variedades
nobres, gerando uma expectativa de alta. O mercado, diante da paradeira
dos últimos tempos, viu-se mais aquecido que o normal. Ao
mesmo tempo, os atacadistas e varejistas também fecharam
bons contratos, considerando o volume, mas sempre forçando
preço para baixo.
O fardo de arroz gaúcho de 30 quilos, beneficiado
e tipo 1, é cotado em média a R$ 34,50, em média.
O catarinense tem média de R$ 38,00. No caso do produto gaúcho,
dependendo da marca e das condições de negociação,
o fardo varia de R$ 29,00 a R$ 47,00. O catarinense varia de R$
32,00 a R$ 48,00. A saca de 60 quilos do beneficiado é cotada
a R$ 44,00 e chega a São Paulo na faixa de R$ 60,00.
Os derivados perderam um pouco a força,
em comparação às últimas semanas. O
canjicão é cotado a R$ 30,00, contra R$ 32,00 de uma
semana atrás. A quirera manteve o preço de R$ 26,00
a saca e a tonelada de farelo de arroz subiu para R$ 360,00.
Fonte: Planeta Arroz
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